Sofro.
Sofro!?
Sofro porque não vejo,
porque não sinto,
porque não sei,
porque não imagino,
porque não lembro.
Sofro por não sofrer.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
distraidas pegamos um onibus
distraidas flertamos o céu
distraidas ficamos gripadas
distraidas choramos escondidas
distraidas lemos um livro
distraidas sentimos saudades
distraidas damos nossos corpos
distraidas imploramos melhoras
distraidas recitamos nossas poesias
distraidas cortamos as unhas
distraidas nos abraçamos amigas
distraidas comemoramos aniversários
distraidas enchemos os copos
distraidas olhamos o mar
distraidas pensamos pensamos na vida
distraidas nos apaixonamos
distraidamente distraidas
distraidas flertamos o céu
distraidas ficamos gripadas
distraidas choramos escondidas
distraidas lemos um livro
distraidas sentimos saudades
distraidas damos nossos corpos
distraidas imploramos melhoras
distraidas recitamos nossas poesias
distraidas cortamos as unhas
distraidas nos abraçamos amigas
distraidas comemoramos aniversários
distraidas enchemos os copos
distraidas olhamos o mar
distraidas pensamos pensamos na vida
distraidas nos apaixonamos
distraidamente distraidas
domingo, 30 de agosto de 2009
amor das entrelinhas
Nos amamos. Nos tocamos. Nos vivenciamos. Dia a dia. Cada pedaço de circunstancia e de troca é sentido no particular. Um íntimo extremamente particular, invisível e imperceptível na íntegra por qualquer outro que seja. Ou por quem se queira compartilhar com.
Histórias existem para serem interpretadas e sentidas, de certa forma. As histórias são feitas por íntimos particulares, que existem, persistem e se expõem na tentativa de serem um pouco, pelo menos, captáveis por outros íntimos. As histórias podem emocionar, e na maioria das vezes são feitas para tal, porém, o que existe de mais belo, particular e compartilhável é o silêncio das entrelinhas. O infinito silêncio que nos faz sentirmos tão íntimos e sensíveis.
Histórias existem para serem interpretadas e sentidas, de certa forma. As histórias são feitas por íntimos particulares, que existem, persistem e se expõem na tentativa de serem um pouco, pelo menos, captáveis por outros íntimos. As histórias podem emocionar, e na maioria das vezes são feitas para tal, porém, o que existe de mais belo, particular e compartilhável é o silêncio das entrelinhas. O infinito silêncio que nos faz sentirmos tão íntimos e sensíveis.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
ensebada,
cabelo bagunçado,
suada,
roupa mulamba,
pé sujo
e calcinha furada.
como se tivesse sido deixada.
por que?
cabelo bagunçado,
suada,
roupa mulamba,
pé sujo
e calcinha furada.
como se tivesse sido deixada.
por que?
terça-feira, 18 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
amígolas,
amo vocês.
aqui me abro
me jorro, me jogo, jocosa, do jeito que for
transparente
mesmo que incompreensível
ou até que ponto compreensível?
minhas palavras me mostram
vcs sentem
me veem
as únicas que, de fato, aqui me veem
sempre
é muito bom se abrir, jorrar, sem se preocupar
maravilhoso é poder se entregar.
amo vocês.
aqui me abro
me jorro, me jogo, jocosa, do jeito que for
transparente
mesmo que incompreensível
ou até que ponto compreensível?
minhas palavras me mostram
vcs sentem
me veem
as únicas que, de fato, aqui me veem
sempre
é muito bom se abrir, jorrar, sem se preocupar
maravilhoso é poder se entregar.
