quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Tudo mais parece

Que aquilo que me carece

Cresce e aí desaparece

E numa prece

Vira um ponto negrinho na memória

Pareça e desapareça

Parece que foi ontem.
Tudo parecia alguma coisa.
O dia parecia noite.
E o vinho parecia rosas.
Até parece mentira,
tudo parecia alguma coisa.
O tempo parecia pouco,
e a gente se parecia muito.
A dor, sobretudo,
parecia prazer.
Parecer era tudo
que as coisas sabiam fazer.
O próximo, eu mesmo.
Tão fácil ser semelhante,
quando eu tinha um espelho
pra me servir de exemplo.
Mas vice versa e vide a vida.
Nada se parece com nada.
A fita não coincide
Com a tragédia encenada.
Parece que foi ontem.
O resto, as próprias coisas contem.
Hoje ventou uma idéia
embaixo do meu vestido

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Desamor é tempo que passa passa
Mas lembrança boa tem gosto de algodão doce

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Por um lindésimo de segundo

tudo em mim
anda a mil

tudo assim
tudo por um fio

tudo feito
tudo estivesse no cio

tudo pisando macio

tudo psiu

tudo em minha volta
anda às tontas

como se as coisas
fossem todas
afinal de contas

Penso que penso

penso que amor maior do mundo
cabe no bolso da frente do jeans da semana
e
no peito vasto de experiências

Palavra palavra

Pra mal entendedor
nem meia pastada basta

PALAVRA apagada
não é PALAVRA esquecida