Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro, de passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho, de perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego
Medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ódio ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina, o medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de iludir
Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer
Medo de se amar por aquilo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo! Que dá medo do medo que dá!
Lenine
domingo, 28 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
vastas lembranças passam
e pensamentos imperfeitos não se renovam
quando o que acordo vejo é seu rosto
sereno marcado pelo travesseiro
e pensamentos imperfeitos não se renovam
quando o que acordo vejo é seu rosto
sereno marcado pelo travesseiro
ontem eu olhei pra baixo e vi
escrito na sola do seu pé
que se você tivesse que caminhar
seria só pra me encontrar
na metade do caminho
escrito na sola do seu pé
que se você tivesse que caminhar
seria só pra me encontrar
na metade do caminho
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Poema de amor
O amor é coceira
Dentro do nariz
É esperar chegar
É esperar ir
O amor é dor no estômago
De ver sorrir
De ver mentir
O amor é vontade e desvontade
É acreditar e aguardar
É perder o ônibus e pegar um atalho
O amor dói e refresca
Dá vontade e preguiça
Cansa de errar
Gosta de acertar
Não deixa de acreditar
O amor é filme
O amor é coceira
Dentro do nariz
É esperar chegar
É esperar ir
O amor é dor no estômago
De ver sorrir
De ver mentir
O amor é vontade e desvontade
É acreditar e aguardar
É perder o ônibus e pegar um atalho
O amor dói e refresca
Dá vontade e preguiça
Cansa de errar
Gosta de acertar
Não deixa de acreditar
O amor é filme
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo
