segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Merda e ouro

Merda é veneno
No entanto, não há nada
que seja mais bonito
que uma bela cagada
Cagam ricos, cagam padres
cagam reis e cagam fadas
Não há merda que se compare
a bosta da pessoa amada
Não há mal que sempre dure
Nem bem que nunca acabe

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Amargura

Buraco de fechadura
amor cura

sábado, 3 de dezembro de 2011

O atraso pontual

Ontens e hojes, amores e ódios,
adianta consultar relógio?
Nada poderia ter sido feito,
a não ser no tempo em que foi lógico
Ninguém nunca chegou atrasado.
Bençãos e desgraças
vêm sempre no horário.
Tudo o mais é plágio.
Acaso é este encontro
entre o tempo e o espaço
mais do que um sonho que eu conto
ou mais um poema que eu faço

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Hoje
sorriu um sol
na minha manhã

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Nova tentativa

Chega de romance
abaixo a ditadura do romance
De súbito, um desejo toma forma:
o de ser feliz e independente
Calcula o que isso representa?
Quebrar um paradigma
ser pioneiro em terreno íngreme
Pois nenhum vento é favorável à solidão
Ao menos não quando é desejada
Na companhia unica da solidão
tento alcançar a minha essência
e dialogar com a felicidade
aquela que, independente de escolha
se faz presente no momento da contemplação

Sem frescuras, sem imposição
sem gritos, berros
e sem portas de carro fechadas abruptamente

Chega dessa ditadura
dessa busca infinita
por outra indefinida metade
palhaçada
não existe metade

Campo Grande, MS
29 nov 2011

domingo, 27 de novembro de 2011

Se algum cachorro louco
fizer chover no nosso piquenique
A gente abre um guarda-chuva